sexta-feira, 6 de maio de 2011

África - Brasil: um outro mundo é possível

Texto de Margareth Cordeiro Franklin
No presente, talvez nossa maior utopia seja acabar com as dores produzidas pela falta material em um mundo sem direitos para a maioria, enquanto uns esbanjam os recursos de todos.

A África e o Brasil já se uniram na dor da escravidão, na fusão de culturas, crenças e modos de vida. 
Hoje podem se unir na produção de conhecimentos e tecnologias que  interessam tanto aos dois lados do Atlântico.

Não existe um documento de barbárie que não seja também um documento de cultura, ensinou Walter Benjamin. Misturamos. 

Além de uma educação capaz de produzir futuros técnicos para o país se desenvolver, podemos trocar estratégias interdisciplinares para melhoria da qualidade da educação, condição básica para o desenvolvimento humano. 

Estamos atravessando o mar virtual e inaugurando uma rota Brasil- África. Para exorcizar os tumbeiros, navegaremos idéias, registros de experiências, trocas de saberes, sempre com o auxilio luxuoso dos nossos alunos, que  serão os verdadeiros autores deste blog.

Começamos pelas disciplinas história, literatura e língua portuguesa. 
Mas nossa ambição é a polifonia do saber com os recursos que pudermos, no mar da Internet. Pra plantar e produzir nova cultura, como diz o MST.


O QUE É NEAB?

Um núcleo de ensino, pesquisa e extensão que reúne professores, alunos, servidores e pessoas da comunidade interessados em realizar um trabalho no campo de estudos afro-brasileiros e africanos.

Djanira: Tres Orixas, 1966
O QUE QUEREMOS?

Queremos também promover ações afirmativas em favor das populações afro-descendentes e contrárias à discriminação e demais formas de intolerância.

- Para isso é preciso conhecer melhor a história dos povos africanos  e valorizar a contribuição dos negros para a formação econômica, social e cultural da nossa região;
- Conhecer e valorizar a cultura afro-brasileira .

- Conhecer e valorizar a literatura dos países africanos de língua portuguesa (Angola, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe)

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